COMEMORAÇÕES DO 15º ANIVERSÁRIO

COMEMORAÇÕES DO 15º ANIVERSÁRIO DA ELEVAÇÃO DE GONÇALO A VILA

A população da Freguesia de Gonçalo comemorou no passado fim-de-semana, o 15º Aniversário da elevação a vila. Comemorações que contaram, entre outras entidades, com a presença do Secretário de Estado da Administração Local, Dr. José Junqueiro.


O presidente da Junta de Freguesia de Gonçalo aproveitou a ocasião para lançar vários desafios. O primeiro do quais à Câmara Municipal da Guarda para que a disciplina de “Aprendizagem da Cestaria” passasse a integrar o programa de enriquecimento extracurricular do Centro Escolar de Gonçalo. Pedro Pires afirma que os autarcas "têm obrigação de não deixarem morrer a cestaria na vila de Gonçalo". O vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda, Virgílio Bento, aceitou o desafio e garante que esse projecto irá avançar face "à importância da arte da cestaria na freguesia".


O presidente da Junta de Freguesia de Gonçalo lançou, ainda, outros desafios entre os quais a criação, na vila, de uma Escola de Artes e Ofícios da Região Centro. Pedro Pires apelou, também, ao Secretário de Estado da Administração Local para que ajude a Junta de Freguesia no processo de contactos que tem vindo a estabelecer com o Ministério da Economia no sentido de poder vir a ser instalada na vila de Gonçalo uma unidade de produção (à escala europeia) de uma grande cadeia internacional (IKEA) que aproveite o capital e a sabedoria dos artesãos da freguesia, modernizando e reconvertendo os cerca de 300 cesteiros disponíveis para abraçar este projecto de desenvolvimento da capacidade de emprego local, recorrendo a recursos endógenos. Perante os desafios, o Secretário de Estado da Administração Local considerou serem estas "boas ideias que permitirão criar novas oportunidades e relançar a actividade da cestaria". José Junqueiro referiu mesmo que "o governo tem obrigação de acompanhar estas ideias”.


Mas os pedidos do autarca de Gonçalo não ficaram por aqui. Pedro Pires desafiou o Executivo Municipal da Guarda para que seja desbloqueado o projecto de requalificação da Avenida de Gonçalo que se arrasta há já quatro anos, nos gabinetes da Câmara Municipal.


A fechar o seu discurso em dia de aniversário, o presidente da Junta de Freguesia de Gonçalo não esqueceu o apoio que o governo e a Câmara Municipal da Guarda têm dado à freguesia na concretização de vários projectos. Pedro Pires recordou a construção do primeiro Centro Escolar na região, o financiamento das obras de requalificação da sede do Sport Clube Gonçalense e o financiamento para a construção do futuro Lar de Idosos de Gonçalo, concedido ao Centro Social e Paroquial de Gonçalo. Recorde-se que ainda na semana passada a Freguesia inaugurou a Biblioteca Escolar “Elvira Esteves Aires”, instalada no Centro Escolar.

































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Edifício Cultural de Gonçalo

Auditório Professor António Augusto Alves Amaral







                                                                                                            

Área técnica (Reggie)

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VENDEDOR DE CESTOS E CONDEÇAS -1850

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RUA DOS CESTEIROS - VIGO ESPANHA

Esta é a actual Rua dos Cesteiros na cidade de Vigo. Foi aqui que muitos Gonçalenses se fixaram vindos de Portugal a fugir do serviço militar, no inicio do seculo XX.
Aqui continuaram o seu oficio de cesteiros, dando o nome da sua arte a esta rua. Os cestos e os cesteiros da Rua dos Cesteiros de hoje, mais não são, directa ou indirectamente do que descendentes dos cesteiros Gonçalenses.
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ARTESÃOS CESTEIROS

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EDIFÍCIO CULTURAL DE GONÇALO

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VISTA PARCIAL DE GONÇALO

FOTO: Belmiro Proença 2006
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PRETO NO BRANCO

GRUPO MUSICAL "PRETO NO BRANCO"
FOTO 1981
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RANCHO FOLCLÓRICO DE GONÇALO

FOTO DOS ANOS 50
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O CESTEIRO

António ferreira Gil, ( Palancho), 77 anos, cesteiro desde os 10. É o cesteiro mais velho ainda em actividade. A sua especialidade é a "Mala de Forma". Numa pequena oficina no rés do chão de sua casa, ele e sua esposa Céu, continuam diáriamente a entrelaçar o vime e a fazer obra. São 67 anos de actividade artesanal continua, que merecem a nossa justa homenagem enquanto Gonçalenses. Pois como tantos outros cesteiros ele deu continuidade a nossa arte elevando-a sem nunca a deturpar na sua essência mais pura.

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OFICINA DE CESTARIA

  • Artesãos Cesteiros a laborar numa oficina de cestaria em Gonçalo.
  • Foto de Paulo Santos Dias, novembro 2005.
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CULTURA DA ALCUNHA

Em Gonçalo, como na maioria das terras portuguesas, as pessoas são mais conhecidas pelo apelido, que pelo nome próprio. Se alguém de fora vier perguntar pelo senhor José Joaquim Saraiva, dificilmente encontrará alguém que o identifique. Mas não seria a mesma coisa se perguntasse pelo “Camisola Amarela”, aí toda a gente o conhecia. As alcunhas fazem parte da cultura dos povos, muitas atravessam múltiplas gerações e perpetuam-se ao longo do tempo. Porque Gonçalo é rico nesse património, vamo-nos permitir realizar um exercício de memória, sem a mínima intenção de ferir susceptibilidades, apenas para ver o quanto rica é a nossa nomenclatura, no que diz respeito ás alcunhas. Assim podem acrescentar a lista dos apelidos já expostos, outros que conheçam e que ainda ali não estejam. FORÇA!... Património Da Alcunha Gonçalense
FAMILIARES; Cabeça de Ferro; Pica na Cebola; Pico, Enchadão; Bocheca; Forneiro; Padeiro; Tareco; Simão; Ratoeira; Aranhas; Abelha; Rola; Popa; Pintassilgo; Pardal; Tordo; Milhano; Mosca; Passarito; Grilo; Piolho; Minhocas; Burro; Rato; Raposo; Coelho; Galgo; Gato; Lobo; Geneto; Bezerro; Bicho; Carroça; Balote; Lindo; Índio; Menecho; Farinheira; Chouriço; Presunto; Tripa; Pechincho; Cara-Rota; Vinte e Cinco; Vinte e Oito; Cinquenta; Vento; Ciclone; Borrifado; Pilo; Gadanho; Velha; Patrenóste; Rubio; Lira Lira; Mau; Jóia; Canchano; Latas; Portugal; Republica; Charré; Nalga da Arroba; Coxo; Batitas; Sargento; Rolhas; Canada; Cereeiro; Pachorro; sedas; Manas; Santinho; Laurita; Preguitas; Mocas; Parracha; Palancho; Caldaça; Minhoto; Pareca; Cara-Linda; Cházada; Gaiolo; Faísca; Tamata; Conde; Cartolinha; Paipone; Carradas; Cigano; Farrónica; Sobe- e-Desce; Cabanas; Sarrapatacos; Papa-a-Sorda; Matacão; Rolhas; Pitas; Eumatoelas; Petisco; Palaia; Bicho; Roleta; Sampaio; Carreira; Vidongas; Rei-facas; Garrido; Peras; Vida-Linda; Mina; Sarreiro; Pantança; Sardinheiro; Padeiro; Figo-Seco; Patalino; Parrana; Cascoto; Borrifado; Metro; Rasga; Nicas; Rato-Seco; Serrador; Raísta; Fumo; Rabo-Longo; Bode; Tanana; Picota; Ferrincha; Broeira; Saramago; Pampa; Sampa; Meia-Orelha; Mimi; Pricha; Nacho; Folha -de -Alface; Sombras; Gago; Fumo; Patoleia; Metro; Bigodes; Regedor; Facas; PESSOAIS; Camisola Amarela; Águas; Garrafas; Bia; Escola; Risadas; Mike; Pilinhas; Paisagens; Batatinha; Bufa; Florim; Vidrinhos; Pisco; Jó Blan; Tatas; Pandeleira; Do Biló; Gás; Tróia; Taró; Bilinho; Touness; Zé do Gado; Barriga; Xonas; Tintim; Catita; Galucho; Baeta; Caio: Beck; Pancho; Cisco; Pastilhas; Penteadinho; Calça Larga; Abana a Calça; Pata Larga; Gestas; Fazenda; Porras; Pila-Man; Pataco; Tangucha; Bico; Casinhas; Parrachica; Mal-Morto; Pirete; Menino-Lindo; Mexas; Russo; Testas; Luneta; Cuecas; Xixo; Xixaro; Meia; Chapas; Pirisco; Limburguer; Alemão; Gambas; Rodas; Branco; Preta; ervilhas; Mari-homem; Sacotinha; Baticostelo; Tita; Lhá-lha; Lhá-Lhá; Fogueta; Talega-Branca; Berec; Laluto; Malguinhas; Cuca; Judeu; Costa-Brava; Pintadinha; Miscaro; Tecas; Iscas; Cascas; Americano; Catch; Barriga-Verde; Tótocha; Cornélia; Meia-Jaqueta; Verdoso; Nhô-Nha; Nhã-Nha; Chaveca; Manivelas; Murdok; Sarita; Bofia; Pilas; Rosinhas; Pardelhas; Marreco; Cananas; Mindo; Varetas; Cartuxa; Cachuxa; Badalhuca; Espinha; Ganilhas; Guarda-Livros; Juvenal; Penca; Clock; Vidrinhos; Balufo; Marrano; Jardel; Pedras; Varinha; Kid; Carcaça; Ferralha; Pantufas; Guitarras; Básico; Pastel; Terror Da Pradaria; Saca-pipos; Toirona; Palufo: Banacau; Tinóni; Corena; Morena; Corneta; Da Central; Bardote; Laranjinha; Zundape; Batoque; Topogigio; Cabeça-de-Andorinha; Danças; Queimado; Corneta; Laranjinha; Raísta; Maquinista...
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GONÇALO, OS GONÇALENSES E OS CESTOS

A Vila de Gonçalo, geograficamente entalada entre a Beira-Alta e a Beira-Baixa, desenvolveu desde há muito uma estreita ligação com o artesanato em verga e vime. Em finais do século XIX, a cestaria tomava já a forma de pequena indústria, produzindo cestos sob a forma de utilitários para uso doméstico e também comercial. No Inicio do século XX, cesteiros Gonçalenses encontravam-se espalhados pelo País e também por Espanha, muitos concentraram-se em Vigo onde exerceram a profissão de cesteiros, vindo a dar nome a uma rua “Calle dos Cesteiros”. As novas gerações de Gonçalenses iniciavam a aprendizagem da arte muito cedo, prolongando-a por toda a sua vida. Em 1885 é regulamentado pelo delegado escolar da freguesia, o horário do exercício escolar de forma a conciliar a aprendizagem das letras e dos números, com a aprendizagem dos cestos. A forma dos cestos andou sempre de mãos dadas com a função. Assim evoluiu a cestaria em Gonçalo. As mãos ágeis e sensíveis dos artesãos, souberam sempre criar um produto que desse resposta a uma necessidade, estabelecendo-se uma relação harmoniosa e sensível entre o homem e o meio que o rodeia e influencia. Até finais dos anos oitenta do século passado, Gonçalo foi terra de cesteiros, com uma indústria familiar e de patrões, dando emprego directa ou indirectamente a quase um milhar de Gonçalenses. As muitas gerações de cesteiros elevaram o seu artesanato a um nível de excelência, muito para além dos padrões que definem o artesanato em geral. É o porte magnífico, a nobreza e a singeleza dos cestos de Gonçalo que melhor definem a sua história enquanto povo artesão. Os Gonçalenses cultivaram uma identidade, souberam mostrar o homem e a sua dignidade. Actualmente são cerca de meia centena os cesteiros em actividade. Muitos com mais de meio século de profissão. É a eles que queremos prestar a nossa homenagem, pois são eles que ainda mantêm a nossa identidade viva
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Cesteiros - Fotos Paulo Santos Dias

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Fotos de Gonçalo

Carvalho Grande/ Santo Local de Culto Religioso Nossa Senhora da Misericórdia. 7 e 8 de Setembro
Cestôes Avenida do Cesteiro
Igreja Matriz
Fonte de Mor "Fonte da Fertilidade"
Festival de Música Popular
Largo do Olival do Côrro
Casa do Titindar
Monumento ao Cesteiro
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Acerca de mim

A Vila de Gonçalo é uma freguesia do concelho da Guarda, Beira-Alta, faz fronteira com o concelho de Belmonte distrito de Castelo Branco, Beira-Baixa.

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