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Junho 2012
Mensagem
do Presidente por ocasião das Comemorações do
17º
Aniversário da Elevação de Gonçalo a Vila
Meus
Caros Concidadãos e Amigos Gonçalenses,
Assinalamos hoje, dia
21 de Junho, o 17º Aniversário da elevação da Freguesia de Gonçalo à categoria
de Vila. Celebrar a Vila de Gonçalo é celebrar os Gonçalenses, cada homem e
cada mulher, cada idoso, cada jovem, cada criança, cada rosto, mais alegre ou
mais entristecido pelas amarguras da vida. Celebrar a Vila de Gonçalo é
celebrar a minha gente. Gente de grande valor e com grande garra, gente com
quem cresci e aprendi a fazer-me à vida, a aceitar os desafios, a rir nos bons
momentos e a chorar naqueles que não me são de feição…
Celebrar a Vila
Gonçalo é celebrar, também, com alegria, uma parte da minha própria vida que
entreguei, de alma e coração, ao longo da última década, às suas causas, ao seu
serviço…
Celebrar a Vila de
Gonçalo é lembrar as suas vitórias, tentar ultrapassar e conviver com as suas
derrotas, retirar da vontade da sua gente a força necessária para continuar a
lutar pelas causas e pelos desafios futuros…
Celebrar a Vila de
Gonçalo é ter a possibilidade de sentir, em cada dia, o pulsar de gente de
coração grande, de coração generoso, de coração aberto aos tempos do novo
Tempo…
O momento que vivemos
é para muitos, bem o sabemos, de grande angústia e de grande aflição.
Infelizmente, tomáramos todos nós que este momento fosse de “oportunidades” e
de “esperança”, como nos dizem ou querem fazer entender.
Mas, a verdade é que
(con)vivivemos, em cada dia, com mais receio, com mais incerteza e com mais
desemprego.
Todos os dias louvo a
Deus pelas nossas raízes tão profundas que nos ligam à nossa terra e que têm
livrado a nossa Vila de Gonçalo desse fenómeno de desertificação massiva e
repentina que assola tantas Freguesias à nossa volta e na nossa região
interior.
Hoje, mais que nunca,
reafirmo a minha convicção de que a construção do nosso Centro Escolar foi
determinante para retirar do horizonte da nossa terra, de uma vez por todas,
essa ameaça entristecedora de ver morrer as nossas terras sem crianças e sem
gente.
Hoje, mais do que
nunca, penso que foi acertada a nossa estratégia de investimento, forte, em
áreas tão sensíveis e essenciais para o progresso humano como a cultura e a
educação.
Não posso deixar, no
entanto, de salientar e de lamentar, profundamente, que para a Câmara Municipal
da Guarda e para o Governo Central deste país a programação e dinamização do
Edifício Cultural de Gonçalo (a grande casa do Povo de Gonçalo – espaço de
cultura, de saber e de convívio) não seja uma prioridade.
A crise não pode ser
desculpa para tudo!... E a verdade é que, tal como dizia o Pe. António Vieira,
mais uma vez “os grandes comem os pequenos”…
Ainda assim, estou
convencido que a crise vai passar e que aquele espaço cultural com que tanto
sonhámos e que construímos com tanta vontade e convicção voltará a ser referência
cultural.
Mas o que se fez e o
que se construiu é passado… e para a Vila de Gonçalo o mais importante será,
sempre, o futuro.
Por isso, por ocasião
desta data tão importante gostaria que soubessem que amo a minha terra como a
minha própria vida e com um amor que vem cá de dentro, do meu ser, da minha
alma…
Naturalmente que estas
palavras carregadas de sentimento e de paixão vo-las hei-de dizer e repetir,
cara a cara, olhos nos olhos, daqui a pouco mais de um ano, no momento em que
estiver para cessar, definitivamente, o exercício das minhas funções de vosso
Presidente de Junta.
Mas achei que era
oportuno e importante dizer-vos, neste momento, que todos vós, meus amigos
Gonçalenses, sois realmente importantes para mim.
Caminho a passos
largos para o final do meu ciclo de trabalho à frente dos destinos da Vila de
Gonçalo, uma terra que cresceu e é hoje (independentemente das suas limitações)
uma Freguesia que ganhou uma nova centralidade no sul do concelho da Guarda.
Mas se é verdade que o
que faz um bom filme não é o guião, mas sim a qualidade dos actores que o
interpretam, permitam-me uma palavra de agradecimento ao trabalho e ao sacrifício
da equipa que me tem acompanhado no executivo da Junta de Freguesia de Gonçalo,
com lealdade e solidariedade, ao longo desta década de trabalho.
Celebrar 17 anos de
vida significa, também, caros amigos, que a nossa Vila atingirá, em breve, “a
maioridade”. Para o ano celebraremos uma Vila de Gonçalo “maior” que terá que
ser capaz de dar mais um passo em frente, de iniciar mais um caminho na sua
história, com a garra do seu povo, com o seu inconformismo natural, com a irreverência
que a caracteriza e com os sinais e as evidências dos novos Tempos…
Para o ano a Vila de
Gonçalo caminhará sem medo, nos trilhos certos (assim eu penso) deixados na
Terra nos momentos certos que hão-de fazer sentido algum dia, num futuro
próximo de nós…
Viver este momento de
festa tem que despertar em nós, Gonçalenses, sentimentos de alegria e de
orgulho por tudo aquilo que somos e pela Vila de Gonçalo que construímos.
É certo que nos falta
o emprego enquanto factor de competitividade e de riqueza e é verdade que não
têm tido sucesso as nossas inúmeras tentativas de recuperar a cestaria, mais do
que como uma identidade, como um modo de vida e de trabalho para a nossa terra
e para a nossa gente. Se muito temos feito nesta matéria, embora sem os
resultados desejados, muito mais há, ainda, para fazer, pois nunca é tarde para
recomeçar um trabalho ou reajustar uma estratégia. E, como bem escreveu um dia
Miguel Torga: “Recomeça... se puderes,
sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro,
dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto
queiras só metade.”
Tudo está em aberto… e
há muitos dados lançados, muitos projetos abraçados que ainda poderão vir a dar
bons frutos. Não há que ter medo de recomeçar…
Neste dia de
comemorações em que lembramos a história da nossa terra e invocamos o povo que
com as suas acções a escreveu ao longo dos anos, permitam-me que invoque a
memória do homem que liderava os destinos desta terra no ano em que Gonçalo foi
elevado a Vila, em 21 de Junho de 1995.
Permitam-me que
invoque a memória do Presidente Amadeu Pereira Bidarra, que este ano nos
deixou, e que sublinhe aqui o elevado sentido de responsabilidade e dedicação
com que governou a Vila de Gonçalo durante mais de duas décadas.
Permitam-me, também,
uma palavra especial aos nossos emigrantes e também aos nossos migrantes que
espalhados pelo país e pelo mundo não deixarão de se querer associar a este
importante momento de celebração e de união de todos os Gonçalenses.
A vida e os seus
contornos fez com que muitos, ao longo dos anos, se afastassem da nossa terra
mas, onde quer que se encontrem, carregam no peito o mesmo sentimento de amor à
nossa Vila de Gonçalo, esse sentimento forte que nos une enquanto povo.
Sinto que já vai longa
esta minha pequena mensagem e por isso terei forçosamente que me aproximar do
seu fim.
E, no fim, só posso
falar de futuro… pois, tal como já foi dito anteriormente, à nossa Vila de
Gonçalo interessa, apenas, o futuro…
E, é nesse sentido que
reafirmo a minha disponibilidade para continuar a trabalhar, conjuntamente com
os meus colegas de executivo, com o mesmo afinco, com a mesma ambição, com a
mesma determinação e com a mesma convicção de sempre, até ao último dia do
mandato para o qual, vós Gonçalenses, nos elegestes com clareza e
objectividade. (Afinal, ainda falta concluir, entre outras coisas, as obras da
Avenida e inaugurar a Sede do nosso querido Sport Clube Gonçalense).
Neste momento em que
evocamos o 17º Aniversário da Elevação de Gonçalo a Vila, reitero o meu
compromisso leal e verdadeiro para com cada um dos Gonçalenses, pois sempre
senti o conforto de ser o Presidente de todos e para todos.
Gonçalo, no futuro,
há-de ser aquilo por que nós, teimosamente lutemos, com ambição e determinação.
Afinal de contas somos “terra de artistas
com arte que impõem em toda parte o seu saber bem patente” e Gonçalo terá
sempre “a sua fé no destino, pois apesar
de pequenino, tem alma que vibra e sente”…
Mas, porque é de
futuro que falamos, não resisto a fazer minhas as palavras de Fernando Pessoa e
que muito espelham os meus pensamentos:
“Há um
tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso
corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para
sempre, à margem de nós mesmos.”
Que ao celebrar o 17º
Aniversário da Elevação de Gonçalo a Vila todos festejemos alegremente a nossa
terra, pois tenho a certeza de que a Vila de Gonçalo é o grande orgulho de
todos os Gonçalenses que a sentem e vivem verdadeiramente.
Parabéns a todos!
Viva a Vila de
Gonçalo!
Vivam os Gonçalenses!
Gonçalo, 21 de Junho
de 2012
O Presidente da Junta
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Acerca de mim
- VILA DE GONÇALO
- A Vila de Gonçalo é uma freguesia do concelho da Guarda, Beira-Alta, faz fronteira com o concelho de Belmonte distrito de Castelo Branco, Beira-Baixa.