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RUA DOS CESTEIROS - VIGO ESPANHA
Esta é a actual Rua dos Cesteiros na cidade de Vigo. Foi aqui que muitos Gonçalenses se fixaram vindos de Portugal a fugir do serviço militar, no inicio do seculo XX.
Aqui continuaram o seu oficio de cesteiros, dando o nome da sua arte a esta rua. Os cestos e os cesteiros da Rua dos Cesteiros de hoje, mais não são, directa ou indirectamente do que descendentes dos cesteiros Gonçalenses.
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O CESTEIRO
António ferreira Gil, ( Palancho), 77 anos, cesteiro desde os 10. É o cesteiro mais velho ainda em actividade. A sua especialidade é a "Mala de Forma". Numa pequena oficina no rés do chão de sua casa, ele e sua esposa Céu, continuam diáriamente a entrelaçar o vime e a fazer obra. São 67 anos de actividade artesanal continua, que merecem a nossa justa homenagem enquanto Gonçalenses. Pois como tantos outros cesteiros ele deu continuidade a nossa arte elevando-a sem nunca a deturpar na sua essência mais pura.
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OFICINA DE CESTARIA
- Artesãos Cesteiros a laborar numa oficina de cestaria em Gonçalo.
- Foto de Paulo Santos Dias, novembro 2005.
CULTURA DA ALCUNHA
Em Gonçalo, como na maioria das terras portuguesas, as pessoas são mais conhecidas pelo apelido, que pelo nome próprio. Se alguém de fora vier perguntar pelo senhor José Joaquim Saraiva, dificilmente encontrará alguém que o identifique. Mas não seria a mesma coisa se perguntasse pelo “Camisola Amarela”, aí toda a gente o conhecia.
As alcunhas fazem parte da cultura dos povos, muitas atravessam múltiplas gerações e perpetuam-se ao longo do tempo. Porque Gonçalo é rico nesse património, vamo-nos permitir realizar um exercício de memória, sem a mínima intenção de ferir susceptibilidades, apenas para ver o quanto rica é a nossa nomenclatura, no que diz respeito ás alcunhas.
Assim podem acrescentar a lista dos apelidos já expostos, outros que conheçam e que ainda ali não estejam. FORÇA!...
Património Da Alcunha Gonçalense
FAMILIARES;
Cabeça de Ferro; Pica na Cebola; Pico, Enchadão; Bocheca; Forneiro; Padeiro; Tareco; Simão; Ratoeira; Aranhas; Abelha; Rola; Popa; Pintassilgo; Pardal; Tordo; Milhano; Mosca; Passarito; Grilo; Piolho; Minhocas; Burro; Rato; Raposo; Coelho; Galgo; Gato; Lobo; Geneto; Bezerro; Bicho; Carroça; Balote; Lindo; Índio; Menecho; Farinheira; Chouriço; Presunto; Tripa; Pechincho; Cara-Rota; Vinte e Cinco; Vinte e Oito; Cinquenta; Vento; Ciclone; Borrifado; Pilo; Gadanho; Velha; Patrenóste; Rubio; Lira Lira; Mau; Jóia; Canchano; Latas; Portugal; Republica; Charré; Nalga da Arroba; Coxo; Batitas; Sargento; Rolhas; Canada; Cereeiro; Pachorro; sedas; Manas; Santinho; Laurita; Preguitas; Mocas; Parracha; Palancho; Caldaça; Minhoto; Pareca; Cara-Linda; Cházada; Gaiolo; Faísca; Tamata; Conde; Cartolinha; Paipone; Carradas; Cigano; Farrónica; Sobe- e-Desce; Cabanas; Sarrapatacos; Papa-a-Sorda; Matacão; Rolhas; Pitas; Eumatoelas; Petisco; Palaia; Bicho; Roleta; Sampaio; Carreira; Vidongas; Rei-facas; Garrido; Peras; Vida-Linda; Mina; Sarreiro; Pantança; Sardinheiro; Padeiro; Figo-Seco; Patalino; Parrana; Cascoto; Borrifado; Metro; Rasga; Nicas; Rato-Seco; Serrador; Raísta; Fumo; Rabo-Longo; Bode; Tanana; Picota; Ferrincha; Broeira; Saramago; Pampa; Sampa; Meia-Orelha; Mimi; Pricha; Nacho; Folha -de -Alface; Sombras; Gago; Fumo; Patoleia; Metro; Bigodes; Regedor; Facas;
PESSOAIS; Camisola Amarela; Águas; Garrafas; Bia; Escola; Risadas; Mike; Pilinhas; Paisagens; Batatinha; Bufa; Florim; Vidrinhos; Pisco; Jó Blan; Tatas; Pandeleira; Do Biló; Gás; Tróia; Taró; Bilinho; Touness; Zé do Gado; Barriga; Xonas; Tintim; Catita; Galucho; Baeta; Caio: Beck; Pancho; Cisco; Pastilhas; Penteadinho; Calça Larga; Abana a Calça; Pata Larga; Gestas; Fazenda; Porras; Pila-Man; Pataco; Tangucha; Bico; Casinhas; Parrachica; Mal-Morto; Pirete; Menino-Lindo; Mexas; Russo; Testas; Luneta; Cuecas; Xixo; Xixaro; Meia; Chapas; Pirisco; Limburguer; Alemão; Gambas; Rodas; Branco; Preta; ervilhas; Mari-homem; Sacotinha; Baticostelo; Tita; Lhá-lha; Lhá-Lhá; Fogueta; Talega-Branca; Berec; Laluto; Malguinhas; Cuca; Judeu; Costa-Brava; Pintadinha; Miscaro; Tecas; Iscas; Cascas; Americano; Catch; Barriga-Verde; Tótocha; Cornélia; Meia-Jaqueta; Verdoso; Nhô-Nha; Nhã-Nha; Chaveca; Manivelas; Murdok; Sarita; Bofia; Pilas; Rosinhas; Pardelhas; Marreco; Cananas; Mindo; Varetas; Cartuxa; Cachuxa; Badalhuca; Espinha; Ganilhas; Guarda-Livros; Juvenal; Penca; Clock; Vidrinhos; Balufo; Marrano; Jardel; Pedras; Varinha; Kid; Carcaça; Ferralha; Pantufas; Guitarras; Básico; Pastel; Terror Da Pradaria; Saca-pipos; Toirona; Palufo: Banacau; Tinóni; Corena; Morena; Corneta; Da Central; Bardote; Laranjinha; Zundape; Batoque; Topogigio; Cabeça-de-Andorinha; Danças; Queimado; Corneta; Laranjinha; Raísta; Maquinista...
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GONÇALO, OS GONÇALENSES E OS CESTOS
A Vila de Gonçalo, geograficamente entalada entre a Beira-Alta e a Beira-Baixa, desenvolveu desde há muito uma estreita ligação com o artesanato em verga e vime.
Em finais do século XIX, a cestaria tomava já a forma de pequena indústria, produzindo cestos sob a forma de utilitários para uso doméstico e também comercial.
No Inicio do século XX, cesteiros Gonçalenses encontravam-se espalhados pelo País e também por Espanha, muitos concentraram-se em Vigo onde exerceram a profissão de cesteiros, vindo a dar nome a uma rua “Calle dos Cesteiros”.
As novas gerações de Gonçalenses iniciavam a aprendizagem da arte muito cedo, prolongando-a por toda a sua vida. Em 1885 é regulamentado pelo delegado escolar da freguesia, o horário do exercício escolar de forma a conciliar a aprendizagem das letras e dos números, com a aprendizagem dos cestos.
A forma dos cestos andou sempre de mãos dadas com a função. Assim evoluiu a cestaria em Gonçalo. As mãos ágeis e sensíveis dos artesãos, souberam sempre criar um produto que desse resposta a uma necessidade, estabelecendo-se uma relação harmoniosa e sensível entre o homem e o meio que o rodeia e influencia.
Até finais dos anos oitenta do século passado, Gonçalo foi terra de cesteiros, com uma indústria familiar e de patrões, dando emprego directa ou indirectamente a quase um milhar de Gonçalenses. As muitas gerações de cesteiros elevaram o seu artesanato a um nível de excelência, muito para além dos padrões que definem o artesanato em geral.
É o porte magnífico, a nobreza e a singeleza dos cestos de Gonçalo que melhor definem a sua história enquanto povo artesão. Os Gonçalenses cultivaram uma identidade, souberam mostrar o homem e a sua dignidade. Actualmente são cerca de meia centena os cesteiros em actividade. Muitos com mais de meio século de profissão. É a eles que queremos prestar a nossa homenagem, pois são eles que ainda mantêm a nossa identidade viva
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Fotos de Gonçalo
Carvalho Grande/ Santo
Local de Culto Religioso
Nossa Senhora da Misericórdia. 7 e 8 de Setembro
Cestôes Avenida do Cesteiro
Edifício
Cultural
de
Gonçalo
Olá a todos. O Edifício Cultural de Gonçalo tem vindo a desenvolver uma actividade cultural regular, que pretende proporcionar aos Gonçalenses e a todos aqueles que nos visitam, momentos lúdicos, de enriquecimento cultural diversificado e de qualidade. Esta será uma porta aberta para a divulgação de toda a programação e também para sugestões que queiram apresentar. A nossa actividade artesanal (a cestaria), a nossa vivência diária e a nossa cultura popular, serão temas a abordar. Esperamos a colaboração de todos para que o Edifício Cultural seja um foco dinamizador de actividade cultural na nossa Vila.
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Acerca de mim
- VILA DE GONÇALO
- A Vila de Gonçalo é uma freguesia do concelho da Guarda, Beira-Alta, faz fronteira com o concelho de Belmonte distrito de Castelo Branco, Beira-Baixa.


























